Com apenas 36 anos de idade e 2,33 metros de altura, o britânico mais alto da Europa sofreu um ataque cardíaco letal.
Morreu no último sábado, dia 25, o ator inglês Neil Fingleton (1980-2017), que interpretou o vilão Fisher King no episódio 4, “Before the Flood”, da 9ª temporada de Doctor Who.
Fã de Game of Thrones (série em que Neil interpreta um poderoso gigante), o ator do 12º Doutor, Peter Capaldi, falou sobre como foi trabalhar com Fingleton:
“Ele era um rapaz muito, mas muito amável. Muito bom em atuação. Um artista maravilhoso, literalmente enorme. Amei trabalhar com ele.”
Do basquete ao cinema
Vindo de uma família de “gigantes”, ele nasceu no condado de Durham, no Reino Unido, em 1980, pesando nada menos que 6,35 quilos. Aos 11 anos de idade, já media 2, 14 metros.
Aos 16, mudou-se para os Estados Unidos, onde ganhou uma bolsa de estudos para profissionalizar-se jogador de basquete. Já adulto, formou-se em História e especializou-se em História Afro-americana, Jogou também em times na China, Itália, Grécia, Inglaterra e Espanha.
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Em 2007, o ator entrou para o Livro dos Recordes Mundiais Guinness como o homem britânico mais alto da União Europeia. No mesmo ano, uma lesão o forçou a abandonar a carreira no basquetebol, e então ele tornou-se ator.
Desde então, ele vinha atuando em filmes, tais como “47 Ronins”, “X-Men: First Class” e “Avengers: Age of Ultron”. Também atuou em séries de renome internacional, como Game of Thrones, interpretando o gigante “Mag, o Poderoso”, e em Doctor Who, dando corpo ao vilão alienígena “Fisher King” (a voz foi de Peter Serafinowicz, e o rugido, do cantor Corey Taylor, vocalista da banda Slipknot).
Acromegalia: uma luta de gigantes
Estudos comprovam que a altura excessiva (causada por uma síndrome neuroglandular genética chamada “acromegalia” ou “gigantismo”) pode facilitar o desenvolvimento de determinados tipos de cânceres, além de escolioses e problemas de coluna. Um dos sintomas da acromegalia é o alargamento do coração. Ainda assim, os derrames e ataques cardíacos são mais comuns em pessoas de baixa estatura.
“Nunca deixei minha altura tornar-se algo negativo na minha vida. Sempre faço o que quero. A única coisa ruim em ser alto é ouvir sempre as mesmas perguntas estúpidas. Fora isso, ser alto é ótimo.”
Por onde ia, Neil dedicava-se também a educar as pessoas a respeito do gigantismo e chegou a gravar dois documentários sobre este tema, mostrando o cotidiano de pessoas muito altas, o preconceito, a discriminação e grosserias com que convivem diariamente.
Texto: Djonatha Geremias (Universo Who)
Fontes: Neil Fingleton Live, Doctor Who News, BBC One e Daily Mail
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