REVIEW 11×06 – Demons of the Punjab

O que tem de lindo e emocionante, tem também de deslizes de continuidade e de personagens. Estou falando do maravilhoso e contraditório sexto episódio da 11ª temporada de Doctor Who, “Demons of the Punjab” (11×06). E esta review você já pode ler agora.

Falo sobre alguns tópicos importantes e específicos:

  • Emoção nos olhos
  • Fotografia, direção e efeitos
  • Descontinuidades da trama
  • O mau comportamento de Graham e Ryan
  • Referências internas da série
  • O polêmico papel das não-vilãs Thijarians (sim, é feminino)
  • Curiosidades

Dê corda no seu relógio e vamos voltar a 1947 para analisarmos “Demons of the Punjab”. 

Emoção no roteiro e nos olhos

Não só porque as vilãs tinham 14 olhos, mas porque o episódio focou bastante nos olhares. Estou falando tanto dos olhos das personagens como também dos nossos próprios. “Demons of the Punjab” brincou – e muito – com a variação de olhares da audiência ao longo do episódio.

Conhecemos a avó de Yasmin Khan (Madip Gill) pela primeira vez. Assim, a idosa e cadeirante Umbreen (Leena Dhingra) inaugura o episódio com a distribuição de objetos de valor sentimental. Por isso, a cena é meio melancólica, e mal vemos os olhos da idosa. Ela fica a maior parte do tempo olhando para baixo.

Porém, nas cenas finais, no reencontro de Yaz com Umbreen, os olhos dela são sempre alertas e até sorriem junto.

Também foi com um simples olhar que percebemos o carinho e empatia que a Doutora teve pelo monge Sadhu Bhakti.

Da mesma forma, Manish (Hamza Jeetooa) revela ter seu coração endurecido ante as palavras carinhosas da nova cunhada. O destaque da cena em que ele traz à luz sua “real face” também ficou nos olhos.

E claro, temos a cena que antecede a morte de Prem (Shane Zaza) com os olhos de tristeza para Manish.

Os únicos olhos que falharam em transmitir emoção foram esses 28…

E uma vaga lembrança daqueles múltiplos olhos negros encantadores…

Seus olhos

Agora, uma dinâmica para você. Revisite sua memória ao ter assistido essas cenas pela primeira vez. Com isso, tente relembrar seus olhos variando à medida que a trama se desenrolava. Este episódio consegue nos criar expressões variadas: arregalar de espanto, contrair de tristeza, apertar de confusão, relaxar de comoção, endurecer de raiva e – para alguns – até chorar.

Claro, você pode ser aquela exceção de 1% que fica com o rosto impassível de expressões ao longo do episódio. Nesse caso, não precisa gravar vídeos de reaction para o Youtube…

Fotografando a natureza à luz do Sol

Ainda falando em aspectos visuais, nossos olhos foram expostos à melhor direção de fotografia da temporada até agora. Portanto, nossos parabéns aos diretores Jamie Childs (geral) e Sam Heasman (fotografia) pela sensibilidade.

Para isso, eles focaram na natureza, especialmente nas plantas e na luz do Sol. Confira alguns takes que separei para você:

Isso, senhoras e senhores, é saber aproveitar muito bem a locação obtida para a qual vão filmar. Em outras palavras, Arte.

Por isso, quando se tem um bom trabalho usando as câmeras, não se precisa de tanto efeito especial na edição. Basicamente, temos apenas os efeitos de teletransporte neste episódio. Portanto, o que mais enche os olhos neste episódio é as imagens reais muito inteligentemente captadas por Childs e Heasman.

Já que mencionamos os efeitos, vamos a ele…

Novo efeito “Transmat

“Demons of the Punjab” nos apresenta a uma nova modalidade de teletransporte, tanto visual quanto tecnológica. Porém, é de uma velha conhecida: o transmat (abreviação de “transmissão de matéria”).

Presente desde a era Clássica, o transmat ficou conhecido na era moderna já a partir da 1ª temporada (2005). Vimos diversas vezes a companion Rose Tyler (Billie Piper) e o 9º Doutor (Christopher Eccleston) sendo “transmatados” por aí.

No entanto, a animação era diferente. Na época, a tecnologia era manipulada pelos Daleks (em “Bad Wolf” e “Parting of the Ways”).

Agora, dez temporadas depois, em “Demos of the Punjab”, o transmat retorna de uma forma adaptada e portátil. São os Transmat Lockers (ou “bloqueadores de transmat“, em tradução livre).

Esses aparelhos são utilizados pelas Thijarians para impedir que teletransportes por transmat aconteçam dentro de uma determinada área. Assim, a Doutora conseguiu usar isso contra as vilãs e as impedir de se aproximarem. Vale ressaltar que as Thijarians conseguem manipular os aparelhos para teletransportarem-se individualmente por aí.

Transmatà la Harry Potter”

Portanto, se a tecnologia mudou, nada mais normal que a aparência dela também. Por isso, agora temos um transmat mais… bem… “mágico”.

O novo efeito de “redemoinho no ar”, na verdade, lembra muito a “aparatação” da série de filmes Harry Potter.

“Aparatar” nada mais é do que uma forma de desaparecer de um lugar e aparecer em outro, ou seja, teletransporte de matéria, mas… usando magia.

No entanto, a diferença é que o transmat de Doctor Who é um método científico-tecnológico, enquanto a aparatação em Harry Potter é um método mágico evocado por bruxaria.

Que Doctor Who já referenciou várias vezes Harry Potter, isso é fato. Agora, na minha opinião… não precisava fazer o efeito tão parecido…

Segue o bonde.

Inconsistências e descontinuidades de “Demons of the Punjab”

Infelizmente, para começar, a história já começa descontinuada.

Calma. Explico.

Família de Yaz não explicada…

Em “Arachnids in the UK”, vimos pela primeira e última vez até então a família de Yasmin. Lá, sabíamos que algo estava inacabado e que ela iria ter que lidar com as consequências disso.

Para ser mais claro, Yasmin escapa da família com a desculpa de que iria comprar pão. No entanto, ela usou aquele momento para integrar a tripulação da TARDIS e se escapulir universo afora. Além disso, ela prometeu à mãe Najia que, ao retornar, explicaria quem era a Doutora e como as duas se conheceram.

Infelizmente, “Demons of the Punjab” já começa com Yasmin de volta em casa, em uma festa de aniversário da avó. Até o fim do episódio, nada aconteceu além dessa relação entre as duas. Por isso, ficamos sem várias respostas:

  1. Yasmin voltou com os pães para casa naquela noite?
  2. Se não voltou, como os pais reagiram ao sumiço dela?
  3. Se voltou, como ficou a conversa séria sobre a Doutora que ela deveria ter com Najia?
  4. Yasmin inventou uma desculpa qualquer ou contou toda a verdade para a mãe?
  5. O aniversário de Umbreen aconteceu antes dos eventos de “Arachnids in the UK” do ponto de vista da família?
  6. Aquela Yasmin no aniversário já conhecia a Doutora, ou era um momento anterior na vida pessoal da companion e que só depois de conhecer a Doutora é que Yaz lembrou do que gostaria de visitar no passado?
  7. A viagem no tempo aconteceu no mesmo dia do aniversário de Umbreen, e elas apenas teriam mudado de roupa, ou foi em outro momento futuro?

Podemos, cada fã, criar nossas próprias suposições, é claro. Podemos pensar que essas respostas não tenham importância para a grande trama? Podemos. Entretanto, seria isso consistente?

Não.

Essa descontinuidade coloca “Demons of the Punjab” em um momento “qualquer” na vida de Yasmin e da família. Ele assume a função de episódio “filler”, ou seja, de mero preenchimento da temporada. Em outras palavras, essa história poderia ter acontecido em qualquer outro momento mais para frente, como antes ou depois de “The Tsuranga Conundrum” ou “Kerblam!”, por exemplo. Não interfere na grande trama da temporada nem na construção de personagem de nenhum companion, muito menos de Yasmin.

Qual o problema disso?

O problema é que justamente não poderia ter sido o segundo episódio a mostrar a família de Yaz, bem quando a primeira aparição deixou pontas soltas a serem continuadas.

A falta de propósito de Graham e Ryan

Precisamos muito falar de Graham e Ryan neste episódio. Novamente, o episódio foi contra quase tudo que a temporada vinha construindo sobre esses dois companions.

Em termos gerais, do início ao fim do episódio, Graham e Ryan foram obsoletos. Era possível substituí-los por qualquer outra personagem para executar as ações e diálogos que tiveram. Indo além, podemos dizer que “Demons of the Punjab” funcionaria perfeitamente (e até melhor) sem a participação deles, apenas a Doutora e Yaz.

E motivos não faltaram.

Além de não terem feito nenhuma diferença na evolução da trama do episódio ou das personagens, Graham e Ryan ainda foram inconsistentes na própria construção de personagem. Explico.

Por que não revisitar Grace?

Desde “The Woman Who Fell to Earth”, sabemos o quão importante tem sido para eles a morte de Grace O’Brien (Sharon Clarke). Avó paterna de Ryan e esposa de Graham, Grace deixou um vácuo enorme na vida dos dois, e só a Doutora e sua TARDIS podem ajudá-los a superar esse luto.

No entanto, ela tem uma máquina do tempo! Então nada mais óbvio que, cedo ou tarde, eles quisessem revisitar Grace ainda viva para poderem falar tudo aquilo que eles não puderam em vida. A Doutora falaria algo sobre eles não interferirem na linha do tempo dela, nem conta o que aconteceria, mas certamente eles iriam querer se despedir dela apropriadamente.

Mas quem é que faz o pedido para voltar no tempo e ver a avó?

Yasmin!!!

E por quê?

Por causa de um relógio quebrado!!!

E ela ainda faz esse pedido na frente de Ryan e Graham…

…que estão de LUTO pela MORTE da avó.

Enquanto a avó de Yaz está VIVA!

E A DOUTORA CONCORDA!!!

Arre, égua….

E como se essa falta de sensibilidade pelos amigos já não fosse motivo o bastante para achar isso bizarro, ainda temos Graham e Ryan aceitando tudo tranquilamente.

Eles nem sequer se lembraram de que eles também poderiam rever Grace e que a justificativa deles seria muito mais importante e latente do que a de Yaz.

Consequentemente, Graham e Ryan deveriam passar o episódio inteiro imaginando ou alimentando a esperança de também poderem fazer essa viagem para reencontrar Grace.

Nada…

Para que as Thijarians?

Outra personagem com participação suspeita é a espécie Thijarian. No entanto, antes de falarmos sobre isso, quero explicar o porquê de eu achar que se tratam de duas fêmeas.

Fêmeas?

Kisar e Almak (nomes das duas Thijarians que aparecem em “Demons of the Punjab”) são interpretadas por quatro atrizes:

  • Kisar é vivida por Nathalie Curzner, com voz original de Emma Fielding;
  • Almak é vivida por Barbara Fadden, com voz original de Isobel Middleton.

Além disso, o episódio não se refere a essa espécie por pronomes masculinos em inglês (“he”, “him” ou “his”). Portanto, nada mais natural que consideremos “as” Thijarians neste episódio, apesar de não fazer diferença nenhuma na prática.

“Vilões” descartáveis

Tire as Thijarians de “Demons of the Punjab” e você terá o mesmo episódio, só que sem os transmats

Nós teríamos o mesmo vilão Manish, o mesmo mistério de assassinato do monge Bhakti, a mesma briga histórica entre hindus e muçulmanos, o mesmo casamento, o mesmo relógio quebrado no chão, o mesmo final inevitável, etc.

Apenas não teríamos uma nova espécie alienígena que não agregou à série. A única utilidade delas foi de ser “a pista falsa” para a trama. Essa pista falsa poderia ser qualquer outra coisa humana ou terráquea, e a Doutora precisaria apenas solucionar um assassinato ao invés de caçar demônios.

Além de pista falsa, outra utilidade (off-story) seria criar o trocadilho “Demons” do título. Ao final do episódio, sabemos que os verdadeiros demônios de Panjabe (grafia oficial em Português) eram os radicais hindus e não os alienígenas feiosos.

Fora isso, não havia porquê.

As Thijarians quebraram o estilo fotográfico do episódio e ainda ficaram parecendo aqueles vilões dos Power Rangers. Não havia utilidade a história delas, nem a justificativa de serem “contempladoras de mortes solitárias pela galáxia”.

Portanto, temos uma fraqueza enorme no que diz respeito à toda ação de correria da Doutora e todo empenho dela em salvar as pessoas daqueles alienígenas. Inclusive, nem sequer foi ela quem desvendou o mistério. As Thijarians é que deliberadamente contaram tudo.

Não houve resolução, não houve “Doctor”, não houve obstáculo, não houve conflito, não houve progressão…

apenas…

…”enchimento de linguiça”.

É com muita tristeza que escrevo isso, mas não consigo ignorar as falhas deste episódio que é visualmente lindo e emocionante no que se refere ao drama dos antepassados de Yasmin.

Por isso, vamos logo falar das coisas BOAS de “Demons of the Punjab”.

Coisas boas de “Demons of the Punjab” 😀

Por hoje é só, pessoal.

Logo mais teremos a review do episódio seguinte, “Kerblam!”, com o colega Gustavo, aqui do Universo Who

BRINCADEIRA!

Sim, “Demons of the Punjab” teve muita coisa boa. Vamos lá?

Os atores convidados para este episódio fizeram um trabalho muitíssimo profissional em relação à atuação, olhares, expressões faciais. Foi graças a eles que tivemos o roteiro tão cheio de emoção na prática.

Hamza e Shane (Manish e Prem)

Não foi a Doutora, nem os alienígenas, nem os companions, nem a TARDIS, que nos emocionou na cena final dos irmãos Prem e Manish. Foram eles, Hamza e Shane, que nos embriagaram com emoção, comoção, tristeza, indignação, raiva e aquele silêncio ensurdecedor que antecedeu o disparo do rifle.

Na minha opinião, essa cena supera sim o clímax do episódio “Rosa”, mas ainda não ultrapassa a emoção final de “Vincent and the Doctor”.

Além disso, em várias outras cenas, Hamza e Shane protagonizaram um verdadeiro conflito de emoções e interesses, colocando o coração à mostra para questões tão duras, como são a geopolítica e a religião.

Vemos neles o conflito do ego, do amor, da injustiça, da crueldade e da covardia, da maldade e da bondade. Os sentimentos mais primitivos do ser humano, o medo e a esperança, a luta pela sobrevivência a seu próprio modo, estavam ali nesses dois atores.

Tiro meu fez para eles.

Amita e Leena (Umbreen)

Não foi só o penteado que deixou ambas atrizes parecidas. Embora a direção de Arte esteja de parabéns pelos figurinos, especialmente nas cenas do casamento, a atuação dessas duas atrizes foi exemplar.

Amita e Leena, duas mulheres completamente diferentes, mas que conseguiram nos convencer de serem a mesma personagem em Doctor Who. A idosa Umbreen teve a mesma personalidade tão forte e decisiva quanto a da jovem noiva.

Nem religiões nem guerras impediram Umbreen de se manter firme em seus propósitos e sonhos. E rapidamente, com firmeza e delicadeza ao mesmo tempo, ambas atrizes deram o tom certo para dar voz e corpo à personagem.

Referências de outras temporadas e episódios

Além dos Transmats, temos de volta o polêmico Circuito de Indução Telepática da TARDIS – agora com a nova funcionalidade.

Circuito de Navegação Telepática

Todos sabemos que a TARDIS entra e sai da mente dos tripulantes e arredores como bem entende. É assim que funciona o Circuito de Tradução, dentre outros.

Porém, estamos falando agora do circuito telepático para Navegação, ou seja, o comando “imput” de adicionar coordenadas espaço-temporais de uma forma bem… subjetiva.

Ele apareceu pela primeira vez na 6ª temporada de Doctor Who, quando o 11º Doutor (Matt Smith) conseguiu viajar para o momento mais triste da companion Amy Pond (Karen Gillan), quando ela ainda era criança.

No entanto, isso aconteceu no minisode “Good Night”, ou seja, formalmente fora da temporada. De fato integrado em um episódio oficial, o circuito telepático de navegação estreou mesmo na 8ª temporada, já com o 12º Doutor (Peter Capaldi), em “Listen”.

Naquela TARDIS, esse circuito de navegação telepático tinha um espaço bastante considerável no painel de controle. Um tipo de gel rosado em que a pessoa precisava enfiar as mãos e se concentrar em algum lugar ou pessoa para que a TARDIS vasculhasse sua mente e o tempo-espaço, indo então atrás daquele destino.

Depois de muitas críticas dos fãs e da imprensa especializada, tivemos um “sumiço” daquele circuito nas temporadas seguintes. Agora, na 11ª temporada, ele retorna de forma discreta, sem tanto espaço no console, em forma de um botão ou válvula, ao melhor estilo steampunk da nova TARDIS.

Além disso, ainda veio com uma função nova: rastrear vestígios histórico-emocionais a partir de objetos inanimados, e não mais apenas de pessoas com mentes funcionais.

Resultado: a TARDIS os levam até Prem, que está usando o relógio ao passar pela estradinha onde a cápsula da Doutora pousa – um dia antes de quebrar.

Curiosidades e continuidades

Laore e Torchwood

Com a divisão do Paquistão e da Índia em 1947, Panjabe foi dividida ao meio pela nova fronteira. Portanto, há uma Panjabe na Índia e outra no Paquistão, lado a lado. Parte dessa fronteira acompanha e corta o Rio Beas e suas ramificações. Por isso, a gente supõe que tenha sido na região desse pequeno rio o casamento entre Umbreen e Prem (apesar de o episódio ter sido filmado na Espanha).

O casamento aconteceu momentos depois de anunciarem a partição de Panjabe. Assim, confere a ideia de que Umbreen teria sido a primeira “paquistanesa” a se casar, apesar de ter sido com um “inimigo” hindu.

No entanto, logo após o casamento, ela e a mãe Hasna (Shakeen Khan) precisaram fugir de vez para o novo Estado paquistanês, local onde os muçulmanos precisaram se abrigar.

O episódio conta que, ao fugirem de Panjabe, Umbreen e Hasna foram para a província de Laore, há alguns quilômetros da nova fronteira. Lembrando que, historicamente, a Partição da Panjabe também ajuda a marcar o fim da 2ª Guerra Mundial.

Por coincidência (ou não, só o tempo dirá), em 1909, ainda no início da 1ª Guerra Mundial, nosso velho jovem e imortal Capitão Jack Harkness (John Barrowman) passava por Laore.

Foi no spin-off Torchwood, no 5º episódio da 1ª temporada, “Small Worlds”, que ele conta passar com seus soldados por ali, após roubarem diamantes de uma mina. Seus homens teriam abusado uma garota e, por isso, foram assassinados por “Fadas” imortais e atemporais.

Outra continuidade bacana é que o 10º Doutor já havia viajado com a companion Donna Noble para a Partição da Índia, em 1947. A aventura aconteceu em uma HQ, chamada “Ghosts of India”, que contou ainda com a personalidade histórica Mahatma Ghandi, personagem-chave na história da divisão da Índia.

Qual sua opinião?

Por hoje é só, fiquem ligados nas próximas reviews e podcasts do Universo Who.

Ah! Lembre comentar aqui na página com todas as suas opiniões sobre “Demons of the Punjab”, que eu vou te responder!

Até a próxima! Allons-y!

Texto: Djonatha Geremias (Universo Who)

Nos acompanhe e curta nosso conteúdo!

Não sou Colônia Sarff, mas vivo caçando notícias sobre Doctor Who, com ajuda do Circuito de Tradução da TARDIS. Jornalista cultural, escritor catarinense, roteirista de série e whovian de alma. Para ler todas minhas postagens, clique aqui.

Este post tem 5 comentários

  1. Adoro os conteúdos detalhados das suas reviews, mesmo quando fala dos pontos positivos que eu não havia visto, fala um pouco de aspectos técnicos que eu não descobriria jamais kkk sem perder os detalhes e a emoção de cada episódio. Obrigada mesmo
    Ps: não seria A fez?

    1. Oi, Luana. Fico felizão que tenhas gostado das reviews! Eu é que agradeço pelo seu comentário! Tenho tentado fugir um pouco do “padrão” das reviews que estão aí pela internet. Que bom que está dando certo. Continue acompanhando e participando! Ouça também os nossos podcasts. Um abraço!! Allons-y!

    2. PS: Então, o chapeuzinho vermelho é “O fez”, no masculino. Já o feminino “A fez” é o singular de “as fezes” (o coco mesmo). É por isso que é melhor botar um fez na cabeça do que uma fez… Abraço!

  2. Acho que essa sua review foi melhor do que o episódio!

    Tenho que concordar tanto com os pontos positivos quanto negativos que apontaste.
    O episódio não foi de todo ruim, mas sinto falta de ver a Doutora resolvendo de fato o problema do episódio! Sinto falta de quando os alienígenas eram os vilões, tentando destruir a terra! Nessa temporada, com exceção da fada do dente no primeiro episódio, parece que os aliens estão aparecendo só para enfeitar os episódios, sem um propósito significativo…

    Mas a história foi emocionante, a fotografia magnífica, e no final fiquei com a sensação de um bom episódio, ou pelo menos de um episódio razoável.
    No início fiquei meio temerosa de que o episódio seria muito semelhante a Father’s Day (eu gosto desse episódio do Eccleston, que isso fique claro, apenas não queria uma história repetitiva), mas no decorrer do episódio, com toda a questão histórica envolvida, isso não aconteceu, felizmente!

    Uma coisa que está me incomodando nessa temporada, no entanto, é a falta de uma conexão verdadeira entre a Doutora e os companions… Não sei se é a quantidade deles, sei lá, me parece que esse time não está dando liga. Vamos ver como fica até o fim da temporada.

    1. Nossa, Flávia. Muito obrigado pelo elogio, mas discordo: Doctor Who sempre é o melhor! Hahaha, obrigado pelo carinho.
      Entendo essa sua saudade, a 11ª temporada está desenhando um novo padrão diferente do ao que estávamos acostumados. Pessoalmente, sinto falta de aventuras fora da Terra, sem humanos, algo no estilo dos arcos dos 1º e 4º Doutores da série Clássica. Só vi isso em The Ghost Monument e The Tsuranga Conundrum.
      Também estou sentindo a falta de um “tchan” entre a Doutora e os companions. Está tudo muito focado nas histórias individuais da semana e pouco nos protagonistas. Gosto da quantidade, só não acho que estão sabendo aproveitar bem. Como sempre, potencial tem muito, só falta converter em cinética.
      Obrigadão pelo seu comentário e opiniões. Sempre bom ter você por aqui! Um abraço!! Allons-y 😀

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