REVIEW: 11×09 – It Takes You Away

O nono e penúltimo episódio desta temporada nos levou para longe no que foi, na minha opinião, um dos melhores episódios da história de Doctor Who.

A partir do próximo parágrafo, teremos spoilers da trama e de outros assuntos relacionados. Então, não recomendados a leitura antes de ter assistido ao episódio.

Começamos o episódio como sempre começamos uma aventura em Doctor Who. A TARDIS pousa aleatoriamente em algum lugar e o time resolve, por que não, explorar os arredores. Uma marca já registrada da Doutora é utilizar do seu paladar para descobrir onde, ou quando, eles estão e em It Takes You Away não foi diferente: a Doutora experimenta um pouco de terra para se certificar de que estão mesmo na Noruega.

 

Nos últimos dias eu li vários comentários de fãs dizendo que não curtiram muito o episódio porque acharam esquisito demais. Mas, entre nós, o que não é esquisito em Doctor Who? Uma alienígena com dois corações? Cabeças gigantes? Freiras-gato? Os Slitheen? Assim, eu poderia continuar essa lista por mais três ou quatro parágrafos, mas vamos voltar ao episódio desta semana. A história se inicia com um tom de terror quando as personagens chegam a uma casa que está toda bloqueada, na tentativa de proteger alguém de alguma coisa. Nos minutos seguintes da trama encontramos uma jovem escondida em um dos cômodos da casa e a tensão só aumenta quando descobrimos que seu pai sumiu e que, aparentemente, há um monstro a solta.

Como já é de praxe, a Doutora tenta nunca se envolver nos assuntos dos outros enquanto viajando. A não ser, é claro, quando encontra uma criança assustada precisando de ajuda.

Já estamos no final da temporada e a relação do time com a Doutora está bem estabelecida, onde cada um sabe o seu papel e como ajudar em caso de necessidade.

Tivemos dois plot twists no episódio. Um deles veio com a descoberta, feita por Ryan, de que não existia monstro nenhum ameaçando a jovem. Que o barulho que eles ouviram foi, na verdade, um meio que o pai dela encontrou para fazê-la ficar dentro de casa. Mas, se ele fez isso para a forçar ficar dentro de casa, onde ele estava? Esse foi o outro plot twist do episódio, quando Graham encontra um portal em um dos espelhos da casa que os leva para… outro lugar. Para chegar nesse outro lugar, passamos pela antizone – que contribuiu bastante para a mitologia da série sem ter que voltar para os enredos já conhecidos e batidos. O que nós aqui do Universo Who já comentamos algumas vezes e que gostamos bastante, é que a temporada atual tem enriquecido muito o acervo de aliens, monstros e situações adversas para a série sem ter a necessidade de trazer monstros já conhecidos, embora amados pelos fãs. Afinal, o universo é muito grande pra eles sempre enfrearem os mesmo vilões.

O desfecho teve um gostinho de Midnight, décimo episódio lá da quarta temporada. Quando o time chega nesse outro lugar, encontram uma entidade que tenta, por meios emocionais, fazer com que as pessoas escolham ficar ali. Tal qual a entidade de Midnight e também de Aniquilação (quem não assistiu, recomendo. Tem na Netflix e é com a Natalie Portman) a criatura não se encaixa no rótulo de vilão: é apenas o seu modus operandi e que, por não entender, acreditamos estar oferecendo algum tipo de ameaça. Claro que acabou se tornando uma ameaça quando todos foram parar nesta outra realidade, o que fez com ela ficasse instável e em ponto de colisão.

Eu vi um pessoal comentando que não gostou da entidade ter tomado a forma de um sapo, mas eu, sinceramente, achei muito doce. Até porque teve uma breve ligação com a Grace e me lembrou bastante as aleatoriedades de ‘O Guia do Mochileiro das Galáxias’. Acho que, com Chibs como showrunner, a série está tendo a oportunidade de não se levar tanto a sério quanto como estávamos acostumados pelo trabalho do Moffat. Eu estou amando.

As menções honorárias do episódio vão para Ryan FINALMENTE chamando o Graham de avô, para as mariposas devoradoras de carne e, enfim, para a camiseta de Arctic Monkeys. A gente sabe não tem caboclo que responda por si quando está com uma cerveja na cabeça, o celular com crédito e começa a tocar Do I wanna Know?

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Este post tem 3 comentários

  1. Esse episódio foi muito bom, o melhor da temporada, com certeza! Adoro quando Doctor Who vem com maluquices e esquisitices, não entendo como alguém poderia reclamar disso!
    O episódio teve bom enredo, os companions trabalharam bem, cada um com sua função, a Doutora estava genial, enfim, muito bom!

  2. Nesse episódio finalmente senti que os atores e os roteiristas tavam pegando o jeito da coisa. Teve um clima bem mais doctor who do que os eps mais recentes.
    O sapo… fiquei (acho q muita gente ficou) esperando muito alguém q a gente já conhecesse aparecer ( antigas companions, river, a filha dele..) aí ser uma coisa aleatória meio q traiu essa expectativa. Mas mesmo assim foi um ótimo episódio

  3. perceberam que, quando cruzaram o espelho, a imagem também ficou espelhada? A doctor canhota, o brinco na outra orelha e a forma mais fácil de perceber que foi a camisa do pai.
    Adorei os sustos dessa temporada, fiz uma montagem com todos eles haha

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