Review Doctor Who Flux – Once, Upon Time (13×03)

[Ei, este texto tem spoilers, viu?]

“Wibbly wobbly timey wimey” 

Era uma vez… Ou seriam duas, ou três? Se segura, whovian, que o tempo está completamente wibbly wobbly para a Doutora e seus amigos. O terceiro episódio de Doctor Who Flux entrega algumas respostas que esperávamos há tempos, mas não sem antes deixar o público bem confuso (assim como os personagens). Além disso, os acontecimentos mostrados também deixam muitas outras perguntas. 

Diante da ameaça iminente à vida de seus amigos, a Doutora toma uma decisão arriscada: se coloca, junto à turma, no lugar das Mouri, o que os lança no meio de uma tempestade temporal. E essa é a manobra que o roteiro usa para nos apresentar fatos do passado de algumas personagens, especialmente aquelas que acabaram de entrar na série. O roteiro também acerta na maneira como os fatos são mostrados, inicialmente de forma muito confusa, conectando quem assiste com o sentimento dos personagens “perdidos” em suas próprias linhas do tempo. 

Uma das partes mais importantes é justamente sobre Vinder. A partir dos fatos revividos por ele através da tempestade, finalmente podemos entender melhor quem o personagem é e porque ele estava sozinho naquele posto de observação quando o Fluxo chegou.  No entanto, com essa resposta vieram outras perguntas, como: quem exatamente é o tal Grande Serpente e o que será que aconteceu com ele? 

Mas é claro que as grandes perguntas que o episódio começou a responder têm a ver com a Doutora Ruth, que nós conhecemos na 12ª temporada. Agora sabemos que ela realmente está no passado da 13ª Doutora, mas especificamente na época em que ela derrotou Swarm e Azure pela primeira vez. O que falta saber agora é:  Qual a relação entre a Doutora e o Karvanista? O que Swarm e Azure estão planejando? Como o Tempo e o Espaço podem travar uma batalha? E como assim o Fluxo tem alguma relação com a Doutora? Ainda tem como salvar o Universo depois da passagem do Fluxo? E isso é só pra começar.

Uma história a mais

Se já tínhamos muitas histórias cruzadas para dar conta em Doctor Who Flux, o terceiro episódio trouxe mais uma. A aventura de Bel aparece quase como algo à parte, não apenas por se tratar de uma personagem sem ligação conhecida (até então) com os outros, mas até na maneira como as cenas são construídas, desde os cenários diferentes até a estrutura narrativa. 

Por falar em cenários, em alguns momentos, a viagem de Bel chega a lugares que lembram jogos eletrônicos (como o No Man’s Sky), em outros, especialmente nas cenas em que ela está na nave, é impossível não lembrar de Star Wars. Aliás, toda a sequência da luta dela com os cybermen poderia ser uma cena de um dos derivados da franquia (inclusive pela trilha sonora). É interessante pensar  que este é o terceiro episódio da temporada e já é a segunda cena com influência clara da saga criada por George Lucas. Tudo isso pode fazer parte de uma decisão de marketing para tentar agradar os fãs de Luke Skywalker, mas também vale lembrar que Chibnall chegou a escrever para um projeto abortado de uma série de TV de Star Wars, antes da LucasFilm ser adquirida pela Disney. 

A mesma sequência traz também uma referência a outra cena de Doctor Who. O diálogo que Bel tem com um cyberman abatido sobre o amor é quase um déjà vu da fala do 12º Doutor no episódio Death in Heaven, da 8ª temporada, em que ele diz que “o amor não é uma emoção, o amor é uma promessa”. E só quando entendemos por quem é esse amor que move Bel é que compreendemos qual é o seu verdadeiro lugar no enredo da série. 

Mas essa é uma temporada frenética, é claro que o episódio não poderia terminar nesse clima de filme de romance. Até porque, se tinha a imagem de um anjo lamentador perseguindo a Yaz durante todo o episódio não era à toa, afinal, como o 11º Doutor descobriu lá na quinta temporada, no episódio Time of The Angels,  “aquilo que guarda a imagem de um anjo, se torna um anjo”. Trazer de volta essa informação para colocar um anjo dentro da Tardis e deixá-lo tomar o controle da nave foi uma estratégia e tanto. Ponto para o Chibnall! 

 

Nos acompanhe e curta nosso conteúdo!